domingo, 6 de março de 2016

Cultura: algo a se pensar e pesar

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Desde que mundo é mundo há esta questão do etnocentrismo, seguido pelo preconceito e racismo. Tais elementos, ainda, permanecem firmes e fortes na sociedade mundial. Não houve mudanças quanto a este aspecto, pois já havia na Grécia, Roma, na Inglaterra, entre outros países que não foram citados. Focaremos os EUA, que desde sua colonização, até os dias atuais, mantém intacto tal postura de superioridade entre os demais povos – países.
Como é citado no livro de Roque dos Santos Laraia, por título Cultura, um conceito antropológico, página 13: Na Antiguidade já era comum tal tentativa de explicar as diferenças de comportamento entre os homens, a partir das variações dos ambientes físicos. Ele cita ainda que alguns povos acreditavam que, por razões climáticas, pudesse haver “um povo que fosse superior” e “outro inferior”, que ao me ver não há firmeza em tal afirmação. Não existe tal ideia de superioridade e inferioridade cultural, pois entendemos por cultura tudo aquilo que o homem faz.
Quanto aos EUA, no período de colonização, tentou tornar o índio civilizado e “culto”. Os colonizadores impuseram sua cultura, mas aos seus olhos era superior, mas estes a rejeitaram. Por fim, a maioria dos índios foi exterminada.
Avançando no tempo, notamos que o preconceito Americano se voltou para a antiga Rússia. Um livro foi escrito por um Americano que não tinha tal pensamento etnocêntrico, intitulado como As Bruxas de Salém. Em forma de peça, ele critica os EUA que agia de forma preconceituosa em relação a tal país, querendo fazer uma denuncia a tal postura Americana. Este tem como foco a luta entre poder e religião, onde o diabo é o outro, neste caso a Rússia. Daí fica evidente tal ato de preconceito contra outro país.
Não devemos jamais ter tal postura preconceituosa contra qualquer outra cultura, raça ou costumes, pois cultura é formada de saberes diferentes, sendo elas iguais nas suas diferenças. Mesmo que o diferente nos confunda e nos aborreça muitas vezes, devemos manter uma postura bem longe daquela adotada por pessoas etnocêntricas.
Já a muito nos agrada a idéia do “Relativismo cultural”, onde não há o espanto em demasia com os costumes de outros povos. Portanto, este os entende como uma cultura diferente da sua, não sendo inferior. Tal pensamento teve origem na França, após Einstein.

É nos claro a diversidade cultural que há no mundo, onde na página 15, do livro já citado – Cultura, um conceito antropológico – encontramos o seguinte: O nudismo é uma prática tolerável em certas praias europeias, enquanto nos países islâmicos, de orientação xiita, as mulheres mal podem mostrar o rosto em público. Nesses países, o adultério é uma contravenção grave que pode ser punida com a morte ou longos anos de prisão.  
Mais adiante ele conclui, na página 16, do mesmo livro, algo que concordamos: Enfim, todos estes exemplos (...) servem para mostrar que as diferenças de comportamento entre os homens não podem ser explicadas através das diversidades somatológicas ou mesolósicas. Tanto o determinismo geográfico como o determinismo biológico (...) foram incapazes de resolver o dilema proposto no início deste trabalho.  Este dilema é a conciliação da unidade biológica com a grande diversidade cultural da espécie humana.
 Embora ajam conceitos que não concordamos segundo o determinismo geográfico, há conceitos bastantes relevantes apontados pelo determinismo biológico. Mas, em nenhum deles é encontrado a resposta a dúvida do que é cultura.

Em suma, devemos respeitas toda e qualquer cultura que haja em nosso magnífico planeta. Jamais sermos etnocêntricos, capazes de sentir-se superior ao outro. A diferença é o que nos completa e a tolerância às diferenças é a chave para um mundo mais humano e compreensivo. Não querer que o outro seja como nós, mas o aceitar em suas diferenças e aprender a conviver com isto. Quem sabe, se tais regras forem seguidas o mundo não se torne um lugar melhor de viver?

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