Postagens

Canção do Exílio

Imagem
O poema "Canção do exílio" foi escrito pelo poeta brasileiro Gonçalves Dias em 1843, na cidade de Coimbra, sendo primeiros poemas do livro "Primeiros Cantos". Trata-se da obra prima desse poeta brasileiro, pertencente à primeira geração romântica, como um dos mais famosos poemas da língua portuguesa no Brasil. O segundo poema é o "Canto de regresso à pátria", escrito pelo poeta, ensaísta e dramaturgo brasileiro Oswald de Andrade. Ele foi um expoente e promotor da Semana de Arte Moderna de 1922, na cidade de São Paulo, e pertenceu à primeira geração modernista. Oswald de Andrade foi considera do, já em sua época, o mais rebelde de seu gru po. Na análise do poema gonçalino, verifica-se que todos os versos estão metrificados na classificação de sete sílabas poéticas – ou seja, redondilha maior – o verso de sete sílabas é o mais simples, do ponto de vista da metrificação. É talvez por isso que ele seja tão comum nas cantigas de roda e canções populares, uma v...
Imagem
Resumo de livro Libertinagem Síntese Obra publicada em 1930, Libertinagem é composta por trinta e oito poemas. Embora comporte características da primeira geração modernista, como o humor, os versos livres e brancos, a linguagem mais coloquial e o cotidiano, o toque especial do poeta faz-se presente em todos os poemas: a simplicidade. A simplicidade é um elemento importante no estilo de Bandeira. Ela é responsável pelo refinamento dos poemas – abordar o simples é que é difícil – e chega ao primarismo sentimental, sem resvalar na vulgaridade ou pieguismo. Libertinagem é, portanto, a novidade, o erotismo, a musicalidade, a força de imagens, o cunho biográfico, a paixão pela vida e a visão da morte, a infância, a pureza, a crítica, a liberdade, a saudade, o amor, a alegria, a tristeza, a evasão, a solidão. Análise da obra Entre os 38 poemas de "Libertinagem", 14 foram escolhidos para uma breve análise: 1) Porquinho-da-Índia – Poema de tom narrativo e memorialista, destaca a pure...

Fernando Pessoa

Imagem
SAUDOSISMO O “ Saudosismo ” antecedeu os movimentos estéticos incorporados pelo poeta e teve início em 1910 com a fundação da revista “A Águia”, como órgão da “Renascença Portuguesa”, que era uma revista mensal a qual trazia assuntos como literatura, arte, ciência, filosofia e crítica social. O saudosismo deu-se em razão do conturbado período político e social que Portugal enfrentava e podia ser considerado um movimento em busca da reconstrução de um país e de uma “alma nacional” devastados pela grave crise, o qual anunciava o pensamento de uma “futura civilização europeia” que seria, na verdade, a “civilização lusitana”. Era preciso criar um novo país, ou até mesmo, ressuscitar a Pátria Portuguesa. Desta forma, chega-se à Saudade no seu sentido mais puro, verdadeiro e autêntico da palavra, ou seja, Saudade vista no seu âmago religioso, como também, de uma filosofia ou de uma política tipicamente portuguesas; é um “sentimento-idéia ou uma “emoção-refletida” como preconizou...

Análise do poema de Drummond

Imagem
Resíduo Carlos Drummond de Andrade De tudo ficou um pouco Do meu medo. Do teu asco. Dos gritos gagos. Da rosa ficou um pouco Ficou um pouco de luz captada no chapéu. Nos olhos do rufião de ternura ficou um pouco (muito pouco). Pouco ficou deste pó de que teu branco sapato se cobriu. Ficaram poucas roupas, poucos véus rotos pouco, pouco, muito pouco. Mas de tudo fica um pouco. Da ponte bombardeada, de duas folhas de grama, do maço- vazio - de cigarros, ficou um pouco. Pois de tudo fica um pouco. Fica um pouco de teu queixo no queixo de tua filha. De teu áspero silêncio um pouco ficou, um pouco nos muros zangados, nas folhas, mudas, que sobem. Ficou um pouco de tudo no pires de porcelana, dragão partido, flor branca, ficou um poucode ruga na vossa testa, retrato. Se de tudo fica um pouco, mas por que não ficaria um pouco de mim? no trem que leva ao norte, no barco, nos anúncios de jornal, um pouco de mim em Londres, um pouco de mim algures? na consoante? no poço? Um pouco fica oscilando ...

Os Sapos – Manuel Bandeira

Imagem
Enfunando os papos, Saem da penumbra, Aos pulos, os sapos. A luz os deslumbra. Em ronco que aterra, Berra o sapo-boi: - "Meu pai foi à guerra!" - "Não foi!" - "Foi!" - "Não foi!". O sapo-tanoeiro, Parnasiano aguado, Diz: - "Meu cancioneiro É bem martelado. Vede como primo Em comer os hiatos! Que arte! E nunca rimo Os termos cognatos! O meu verso é bom Frumento sem joio Faço rimas com Consoantes de apoio. Vai por cinqüenta anos Que lhes dei a norma: Reduzi sem danos A formas a forma. Clame a saparia Em críticas céticas: Não há mais poesia, Mas há artes poéticas . . . "Urra o sapo-boi:- "Meu pai foi rei" - "Foi!" - "Não foi!" - "Foi!" - "Não foi!" Brada em um assomo O sapo-tanoeiro: - "A grande arte é como Lavor de joalheiro. Ou bem de estatuário. Tudo quanto é belo, Tudo quanto é vário, Canta no martelo. "Outros, sapos-pipas (Um mal em si cabe), Falam pelas tripas: - "Sei!...

O Modernismo

Imagem
Um Clima Estético e Psicológico O Modernismo surgiu no século XX e foi tido, então, como um código novo, bem diferente aos códigos parnasiano e simbolista. “Moderno” é um vocábulo ambíguo, para não dizer polissêmico. Designa o contemporâneo de quem fala ou escreve. Neste momento aconteceram várias mudanças na literatura, não só no Brasil, mas também na Europa. Juntamente com a semana de 22, vinha também a I Guerra Mundial. A literatura estava em crise, tais notícias foram trazidas por escritores brasileiros, onde conheceram famosos poetas e pintores, alguns futuristas. Introdução A Semana de Arte Moderna ocorreu no Teatro Municipal de São Paulo, em 1922, tendo como objetivo mostrar as novas tendências artísticas que já vigoravam na Europa. Esta nova forma de expressão não foi compreendida pela elite paulista, que era influenciada pelas formas estéticas européias mais conservadoras. O idealizador deste evento artístico e cultural foi o pintor Di Cavalcanti . ...