terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Avaliação: “Invenção, subdesenvolvimento, modernidade”, de Octavio Paz



1.       Discorra sobre a tradição moderna, especialmente pela perspectiva do texto “Invenção, subdesenvolvimento, modernidade”, de Octavio Paz.

Pela perspectiva do texto “Invenção, subdesenvolvimento, modernidade”, de Octavio Paz, podemos apontar alguns aspectos interessantes:
Invenção: podendo destacar uma parte do texto que diz que “o artista vive a contradição: quer imitar e inventa, quer inventar e copia”.
Subdesenvolvimento: quando diz que “alguns críticos mexicanos empregam a palavra ‘subdesenvolvidos’ para descrever a situação das artes e das letras hispano-americanas”, fazendo um paradoxo entre a própria cultura e a economia.
Modernidade: na passagem “modernidade e progresso se parecem por ser manifestações da visão do tempo retilíneo”.
Por conseguinte, podemos concluir que não há como se criar o novo e autêntico, pois o pensamento não o é, mas sim a reprodução de pensamentos, criações, ideias fundadas no passado. Jamais devemos reger as obras do tempo fincadas na idéia de sucessão linear, mas sim pela idéia de combinação. O antigo junto com o novo, o novo com o antigo. “Arte da conjunção”.

2.       Explique as razões que determinam o Romantismo como momento de negação, bem como a sua posição em relação à tradição literária que o antecedeu.

O Romantismo surge como movimento de negação; negação neste caso, e na literatura luso-brasileira, mais profunda e revolucionária, porque visava redefinir não só a atitude poética, mas o próprio lugar do homem no mundo e na sociedade. O Arcadismo se irmanava aos dois séculos anteriores pelo culto da tradição greco-romana; aceitava o significado literário da mitologia e da história clássica; aceitava a hierarquia dos gêneros [...]. Os românticos foram buscar nos países estranhos, nas regiões esquecidas e na Idade Média pretextos para desferir o vôo da imaginação.

3.       Situe a poesia pantagruélica no movimento romântico brasileiro.

Vem de um personagem denominado Pantagruel, de François Rabelais – 1454-1550; o mesmo fora publicado em 1532 através de folhetis, sendo denominado um romance de cavalaria.  Seus livros eram considerados herege e obcenos.
No Brasil, Bernardo Joaquim da Silva Guimarães (Ouro Preto, 15 de agosto de 182510 de março de 1884) foi um romancista e poeta brasileiro, conhecido por ter escrito o livro de nome A Escrava Isaura. Ele teria introduzido no Brasil o bestialógico (ou pantagruélico), que se tratava de poesia cujos versos não tinham nenhum sentido, embora bem metrificados. A maioria dessa poesia não foi publicada porque era considerada pornográfica, e se perdeu. Para alguns críticos, o melhor do escritor seria o bestialógico. Um exemplo dessa produção (não-pornográfica) é o soneto Eu Vi dos Pólos o Gigante Alado.

4.       Quais são os poetas que melhor representaram o parnasianismo brasileiro?

Os parnasianos que melhor representam o parnasianismo brasileiro são: Alberto de Oliveira, Olavo Bilac, Raimundo Correia e Vicente de Carvalho.

5.       Aponte quais os poemas considerados verdadeiros manifestos do parnasianismo na França e no Brasil e as diferenças do movimento nos dois países.

O Parnasianismo surge na França em 1866, pelo escritor Lemerre, ao qual reuniu numa antologia as produções poéticas de tendências diversas, mas na maioria desejos de reagir contra os aspectos mais sentimentais e mais convencionais do romantismo. Outros também se destacaram, como Copée – o qual encarnou por excelência a nova corrente, preconizando a objetividade e cenas; a descrição sentimental, abolindo o transbordamento afetivo do românticos;  a renovação dos temas, com preferência pela história antiga, os povos orientais, do vocábulo raro e preciso, dos efeitos plásticos e sonoros capazes de impressionar os sentidos.
Assim, os parnasiamos tinham uma referência a seguir, estes são tidos como mestres: Leconte de Lesle, Baudelaire e Théophile Gautier. Para eles, a beleza deveria ser alcançada por meio de um trabalho pertinaz, que tratasse a palavra como objeto; e não pelo mero automatismo da inspiração. Com isso, surge a famosa teoria de a “arte pela arte”, segundo a qual ela não tem outra finalidade além da criação da beleza.
Gautier exerceu grande influência no Brasil, assim como seu genro Catulle Mendès, reconhecendo-se o influxo de ambos em Alberto de Oliveira e Olavo Bilac, cujo programa estético, cuja a famosa “Profissão de fé”, que abre as Poesias, é calcada em “L’art”, poema onde Gautier condensara uma espécie de manifesto parnasiano.
O Parnasianismo brasileiro, a despeito da grande influência que recebeu do Parnasianismo francês, não é uma exata reprodução dele, pois não obedece à mesma preocupação de objetividade, de cientificismo e de descrições realistas. Foge do sentimentalismo romântico, mas não exclui o subjetivismo. Sua preferência dominante é pelo verso alexandrino de tipo francês, com rimas ricas, e pelas formas fixas, em especial o soneto. Quanto ao assunto, caracteriza-se pela objetividade, o universalismo e o esteticismo. Este último exige uma forma perfeita (formalismo) quanto à construção e à sintaxe. Os poetas parnasianos vêem o homem preso à matéria, sem possibilidade de libertar-se do determinismo, e tendem então para o pessimismo ou para o sensualismo.



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